quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Peneirão do America Mineiro em Turmalina


Grupo Teatral Resta 7 ( quase um arrebol)


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CHUVAS CAUSAM ESTRAGOS EM ITAOBIM E ITAMARANDIBA

 

Chuva causa desmoronamento de casas em Itaobim.

A Defesa Civil da cidade trabalha na retirada das famílias que vivem nas áreas de risco. Ainda não se sabe o total dos prejuízos causados pela chuva.
Foto: Divulgação
DEPOIS DAS ALTAS TEMPERATURAS, FORTE CHUVA CAUSA TRANSTORNOS EM ITAOBIM/MG
A forte chuva da madrugada deste sábado (3.10), na cidade de Itaobim, na região do Vale do Jequitinhonha, gerou vários transtornos para os moradores.
Segundo informações da Polícia Militar, o barro invadiu as residências, gerando inundação e desabamentos nas casas do bairro Santo Antônio.
Até o momento, não há informações sobre vítimas, apenas danos materiais. Foi necessário pedir ajuda para a equipe do Corpo de Bombeiros de Teófilo Otoni para realizar a retirada de famílias.
A Defesa Civil da cidade trabalha na retirada das famílias que vivem nas áreas de risco. Ainda não se sabe o total dos prejuízos causados pela chuva.
CHUVA DEIXA ESTRAGOS EM ITAMARANDIBA
Fonte: Itamarandiba Hoje
Forte chuva causa medo e prejuízos a várias famílias em Itamarandiba. Com raios e trovoadas a chuva começou a cair dos céus por volta das 23 horas de quinta-feira (01,10) com uma pausa as 23:45 minutos, voltando a chover durante a madrugada por várias horas.
Com o forte vento, várias casas foram atingidas, árvores foram arrancadas e jogadas a vários metros de suas origens, muros e portões não resistiram á força da natureza e foram ao chão.
A cobertura de um galpão ficou completamente destruída, jogando as telhas a metros de distância, atingindo caminhões carregados de carvão estacionados em frente o Posto do Bodão.
O muro da construção da APAC no bairro Capão da Helena foi ao chão devido aos fortes ventos, o portão foi jogado a mais de 100 metros chegando atingir na rua a baixo. O PSF Dr. Sebastião Gusmão e a Creche Tatão Araujo também foram a tingidas, tendo parte das telhas arrancadas.

Várias casas, muros, arvores e até mesmos carros foram afetados pela forte chuva da última noite, foram registrados estragos nos bairros: São Geraldo, Capão da Helena, Primeiro de Maio, Fazendinha, Bom Jesus, Florestal e Centro, mas a área mais atingida foi entre as intermediações do Ginásio Poliesportivo entre os bairros Primeiro de maio, São Geraldo e Capão da Helena.
Os sinais dos aparelhos celulares ficaram comprometidos, como também de alguns provedores de internet, algumas antenas parabólicas e de internet ficaram totalmente destroçadas com a força do vento.
Ao amanhecer os moradores começaram a concertar seus telhados, muros e lavando suas casas e calçadas das lamas provocadas pelas enxurradas, muitas casas ficaram sem abastecimento de água, impedindo assim a limpeza imediata de suas residências, a queda de energia elétrica começou no momento da chuva e também ficou por grande parte do dia seguinte com a falta de luz.
Não ouve vítimas fatais, a solidariedade dos moradores ajudando na reconstrução das casas atingidas foram os pontos positivos com todo esse acontecimento.
Alguns comércios abriram as portas para os clientes no dia seguinte, até mesmo por causa do feriado de Finados, uma grande movimentação de pessoas circulando durante todo o dia, que se destinaram aos cemitérios para visitar os túmulos de seus parentes e amigos e ao passarem por alguns pontos da cidade se deparavam com os estragos causados pela forte chuva da última noite.

Fonte: Blog do Jequi

Conheça os pratos do III Festival de Gastronomia e Cultura Diamantina Gourmet


Música: "Espanhola"
ENTRADA: “Rubro”: Pimentões recheados com carne moída e ervas frescas, gratinados com Queijo Minas e Provolone artesanal.
PRATO PRINCIPAL: “Ao Cair da Noite”: Codorna na mexerica, farofa de alho na manteiga Diamante, purê de batatas assado.
SOBREMESA: “Menina dos Olhos”: Pêra ao Vinho, mousse de baunilha e cachaça artesanal.
Telefone: (38) 3531-1561
Endereço completo: Av. Sílvio Felício dos Santos, 1050 - Bairro Bom Jesus – Diamantina – MG.
fonte: blog do jequi

sábado, 3 de novembro de 2012

Entenda a Teoria de Respostas ao Item (TRI), utilizada no Enem



 



 
Entenda a Teoria de Respostas ao Item (TRI), utilizada no Enem
Camila Akemi Karino
Dalton Francisco de Andrade

Usualmente, quando desejamos medir a proficiência de um aluno em determinada área do conhecimento, fazemos uso do escore (número de acertos) do aluno em um teste com um determinado número de itens (questões). Esta forma de avaliação, conhecida como a Teoria Clássica dos Testes (TCT), apresenta limitações quando se pretende comparar desempenhos de alunos submetidos a provas diferentes.
Isso ocorre devido a dependência que existe entre a avaliação das características do teste e a amostra de respondentes. O índice de discriminação (grau com que o item diferencia pessoas com níveis distintos de proficiências) e a dificuldade do item depende fundamentalmente do grupo de respondentes, ou seja, o item discrimina mais ou menos, ou é mais ou menos difícil de acordo com o grupo de respondentes. Um grupo de pessoas com menos proficiência submetido a um teste fácil pode obter como resultado um mesmo escore que um grupo de indivíduos de maior proficiência submetidos a um teste difícil. A comparação dos percentuais de acerto indicará que os grupos possuem a mesma proficiência, sendo que na verdade os grupos possuem proficiências diferentes. Para contornar estas dificuldades e também para permitir uma medida mais apropriada da proficiência do aluno, foi desenvolvida a TRI, cujo foco principal é o item e não o teste como um todo. Dentro do contexto da TRI, as características dos itens e dos testes são estimadas independentemente das proficiências dos alunos.

Para exemplificar, suponha que desejemos medir a altura de uma pessoa, em metros, por meio de um questionário utilizando a TRI. Uma pergunta (item) que poderia ser feita é “Você consegue guardar sua bagagem de mão no avião sem pedir ajuda?”. Uma pessoa que responda “sim” a este item deve ter, no mínimo, 1,65 m. Esta seria então a “altura” do item. Um outro item: “Você acha que se daria bem em um time de basquete?”. A altura deste item seria algo em torno de 1,90 m. Ao final de um conjunto de perguntas como esta, seria possível saber, com uma certa precisão, a altura do respondente. Não existe um único conjunto de itens capazes de medir a altura. É possível obter a altura de maneira isonômica a partir de provas diferentes, ou seja, a partir de um conjunto diferente de questões. Itens de mesma “altura” serão respondidos de maneira igual por pessoas de mesma altura. O mesmo ocorre com o Enem que, ao invés de medir altura, mede proficiência.
A decisão de implementar no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) a Teoria de Resposta ao Item (TRI) teve duas finalidades principais: (1) permitir a comparabilidade dos resultados entre os anos e (2) permitir a aplicação do Exame várias vezes ao ano. O uso da TRI em avaliações educacionais teve início no Brasil com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) em 1995 e, posteriormente, foi implementado também no ENCCEJA, Prova Brasil e ENEM. No âmbito internacional, a TRI vem sendo utilizada largamente por diversos países: Estados Unidos, França, Holanda, Coreia do Sul, China, sem falar nos países participantes do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).
Um dos grandes exemplos de avaliação utilizando a TRI é o exame de proficiência em língua inglesa (TOEFL). Este exame surgiu em 1964 e é amplamente utilizado em todo o mundo. Desde o ano de sua origem, este exame já avaliou mais de 25 milhões de alunos e tem sido administrado por mais de 4.500 centros em 165 países do mundo. No TOEFL, os alunos marcam o horário em um dos centros credenciados e podem realizá-lo várias vezes ao ano. A prova é adaptativa, realizada no computador, e cada candidato responde a um conjunto de itens (questões) diferentes. Apesar de em cada aplicação o candidato receber uma prova distinta, todos os resultados são comparáveis e considerados isonômicos. Outro exame bastante importante e mais semelhante ao ENEM é o SAT (Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test). Este é um exame educacional padronizado dos Estados Unidos, aplicado a estudantes do Ensino Médio, que serve de critério para admissão nas universidades norte-americanas. O exame é aplicado sete vezes ao ano, em outubro, novembro, dezembro, janeiro, março (ou abril), maio e junho. Novamente, apesar de aplicações realizadas em momentos distintos e com provas diferentes, a existência de uma escala padrão possibilita a comparabilidade de desempenhos.
O modelo utilizado no ENEM é o modelo logístico de três parâmetros que além dos parâmetros de discriminação e de dificuldade, também faz uso de um parâmetro para controlar o acerto casual O parâmetro de dificuldade representa a proficiência mínima que um respondente deve possuir para que sua probabilidade de acerto seja alta, ou seja, a “proficiência do item”. O parâmetro de discriminação deve ser um valor mínimo de modo a garantir que respondentes com proficiências diferentes tenham probabilidades diferentes de acerto.
A elaboração de uma boa prova exige o conhecimento dos parâmetros dos itens. Isto é conseguido através de pré-testagens de itens em amostras apropriadas de alunos nas quais estimamos os parâmetros dos itens em uma mesma escala de proficiência. Deste modo, posicionamos os itens em uma escala de acordo com o nível de proficiência que eles exigem.
O conjunto desses itens passa a formar um banco de itens na escala de proficiência desejada e a partir dele podemos construir um ou mais testes, de acordo com as necessidades. O importante é que as proficiências dos alunos submetidos a esses diferentes testes são medidas na mesma escala e, portanto, comparáveis entre si. Da mesma forma, as medidas de proficiência de um aluno submetido a dois testes construídos com itens desse banco serão iguais.
Por último, vale a pena ressaltar que em avaliações onde o acerto casual é possível, caso do ENEM, a medida de proficiência da TRI leva em conta não só o número de acertos, mas também o padrão de respostas do aluno. Em outras palavras, dois alunos com o mesmo escore podem receber da TRI diferentes valores de proficiência. Receberá maior proficiência aquele aluno que apresentar respostas aos itens de forma mais coerente com o construto que está sendo medido

ENEM e a prova de História


Li reclamações de alunos a respeito dos longos enunciados. Acredito ser uma ousadia das mais benéficas sobre o ensino médio. Veja que a lógica das redes sociais é de grande objetividade, opiniões pouco fundamentadas (quase sempre de fundo emocional) e textos curtos. Alunos de universidade (primeiro ano) apresentam grande dificuldade de interpretação de textos. Assim, textos longos e que exigem cotejar um enunciado com outro são salutares para quebrar o "atalho" didático dos cursinhos preparatórios. Veja o caso da questão 13 (veja ilustração, disponibilizada pelo curso Objetivo), sobre violência. Incorpora uma nota de matéria da IstoÉ e um breve texto de Norbert Elias. Elias não é muito lido nem nas universidades (como deveria ser). E o texto deste autor não rema contra a maré do ideário dos jovens. O texto fala de controle social das pulsões, o que não é ideia comum entre jovens. Enfim, a dificuldade me parece muito positiva. Vamos ver o índice de TRI das questões para compreender melhor este impacto.
De certa maneira, o ENEM deste ano parece retomar alguns princípios de quando foi criado (como transdisciplinaridade e situações-problema, e não por área).

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

BRASIL TEM UM POLICIAL ASSASSINADO A CADA 32 HORAS

 



Um policial é assassinado a cada 32 horas no país, revela levantamento feito pela Folha nas secretarias estaduais de Segurança Pública.

De acordo com esses dados oficiais, ao menos 229 policiais civis e militares foram mortos neste ano no Brasil, sendo que a maioria deles, 183 (79%), estava de folga.

O número pode ser ainda maior, uma vez que Rio de Janeiro e Distrito Federal não discriminam as causas das mortes de policiais fora do horário de expediente. O Maranhão não enviou dados.

São Paulo acumula quase a metade das ocorrências, com 98 policiais mortos, sendo 88 PMs. E só 5 deles estavam trabalhando. O Estado concentra 31% do efetivo de policiais civis e militares do país, mas responde por 43% das mortes desses profissionais em 2012.

Pará e Bahia aparecem empatados em segundo, cada um com 16 policiais mortos.

Para Camila Dias, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, o número é elevado. "Apenas para comparação, no ano de 2010 foram assassinados 56 policiais nos EUA."

Segundo ela, a função desempenhada pelos policiais está relacionada ao alto número de mortes, mas em São Paulo há uma ação orquestrada de grupos criminosos, que leva ao confronto direto com a Polícia Militar.

Os PMs foram as principais vítimas, no Brasil e em São Paulo: 201, ante 28 civis.


VULNERÁVEL

Para a pesquisadora da USP, a maioria dos policiais é morta durante a folga porque está mais vulnerável e a identificação dos atiradores é difícil.

Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, diz que os dados revelam uma "caça" a policiais.

Segundo ele, trata-se de um fenômeno recente, concentrado principalmente em São Paulo numa "guerra não declarada" entre PMs e chefes da facção criminosa PCC.

Cabe à polícia, diz Mingardi, identificar os mandantes e a motivação dos crimes para evitar uma matança após a morte de um policial.

Muitos dos policiais morrem em atividades paralelas à da corporação, no chamado bico. "A minha responsabilidade é com o policial em serviço", diz o o secretário de Defesa Social (responsável pela segurança pública) de Pernambuco, Wilsom Sales Damásio, onde morreram 14 policiais neste ano.

Em vários Estados, os policiais reclamam de falta de assistência. "Já houve o caso de um policial ameaçado que foi viver na própria associação até achar uma nova casa", afirma Flavio de Oliveira, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Espírito Santo.

Fonte: Folha de São Paulo